segunda-feira, 22 de setembro de 2014

PLANO PEDAGÓGICO

FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES  EM
TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO ACESSÍVEIS

ESTUDO DE CASO E PLANO DE AÇÃO PEDAGÓGICA

Estudo De Caso
Cursista: Francines Santos da Silva
Data: 16/09/2014
Proposição de um Caso de PS
Caso Rafael Santos

Proposição De Caso De Ps

A. Informações Referentes O Aluno:
Rafael tem 09 anos de idade, é natural do Município de Macapá– Ap. Estuda no 3º ano, da escola Municipal Alegria da Criança. De acordo com laudo expedido pelo Hospital das Clinicas Dr. Alberto Lima, apresenta deficit auditivo Bilateral associado a limitações na fala, distúrbio de origem conjunta CDI : H90. 3. Como já citado, Rafael tem perdas auditivas e com isso o comprometimento da fala devido a não exploração da mesma, ou seja, não tem a expressividade da fala; tem bom desenvolvimento cognitivo e motor.

B. Informações Coletados Sobre O Aluno:
Rafael é um aluno calmo e não tem preferencias por atividades e brincadeiras, as atividades as quais o aluno tem dificuldades são de leitura (o que envolve a fala), tem um bom raciocínio lógico matemático, habilidades na área da informática. O aluno é capaz de expressar sem timidez suas necessidades e interesses, através de sons e gestos. Tem timidez no relacionamento com seus colegas de classe, porém, se relaciona bem com seu professor.

C. Informações Coletadas Sobre A Escola:
Rafael participa de todas as atividades desenvolvidas na escola. No que se refere as atividades proposta pela turma, o aluno desenvolve atividades simples sem dificuldades. O mesmo tem dificuldades em atividades de leitura (o que envolve a fala), e as atividades as quais o aluno possui dificuldades são realizadas com auxilio do professor. Na escola o aluno tem dificuldade em comunicar-se através da libra, por falta de conhecimento tanto dos funcionários da escola quanto dos alunos (colegas).
O aluno é atendida no AEE em horário inverso da sala comum, em dois dias semanais, durante duas horas de tempo de atendimento. Sendo que os conteúdos trabalhados no mesmo são de acordo com as necessidades do aluno e alfabetização em Libras, sendo elaborado um plano conjunto com o professor de sala comum e do AEE. Na SRM são disponibilizado recursos e materiais didático-pedagógicos, tais como: Jogos diversificados em Libras (raciocínio lógico, quebra-cabeças com figuras, sequencia lógica de cores e formas, dominós, jogos de encaixes, entre outros), computador e software educativo ( alfabeto, jogos, vídeo, desenho e formação de palavras) e materiais didáticos (tesoura, cola, papel, massa de modelar, balão, tinta guache, entre outros). Nas relações sociais, Rafael é calmo, porém interativo. Na afetividade, é repeitador e carinhoso com seus colegas de turma, professor e demais alunos e profissionais da escola. Na cognição, o aluno apresenta facilidade em raciocínio lógico matemático, facilidade de assimilação dos conteúdos curriculares e .
Portanto, no Atendimento Educacional Especializado (AEE), o aluno é assíduo, e tem grande interesse por jogos, ao qual apresenta habilidades para vencer, Rafael possui grande potencial no que se refere as atividades propostas, interesse por jogos, entre outras dinâmicas pedagógicas relacionadas a informática. Infelizmente a escola não dispõem de recursos especializados (comunicação alternativa) para atender as necessidades do aluno.

D. Informações Coletadas Da/Sobre A Família:

No que se refere ao aprendizado do filho procuram ajudá-lo no que podem, são frequentes e participativos nas ações da escola. Reconhecem o grande interesse e habilidade do filho. Por isso, se esforçam para estimular o aprendizado do mesmo, e procuram atendê-lo dentro de suas possibilidades. Porém, a família tem grande dificuldades de se comunicar com o filho através da libra, por não ter domínio da mesma, e pelo convívio sabem o que o mesmo quer através de sons e gestos.













PLANO DE AÇÃO PEDAGÓGICA
Atendimento Educacional Especializado - AEE
PLANO DE AEE - ÁREA Pessoa com Surdez

Escola: Escola Municipal Alegria da Criança
Professor do ensino regular: Maria dos Reis
Professor do AEE: Francines Silva
Nome do aluno: Rafael Santos
Idade: 09 anos
Série: 3º ano
Turma: 412 Turno: 2º

Organização do atendimento:
  • Período de atendimento: Setembro à Novembro
  • Frequência: 2 dias semanais
  • Tempo de atendimento: 2 horas por atendimento
  • Composição do atendimento: Individualizado


1 - Identificação do Aluno


Rafael tem 09 anos de idade, é natural do Município de Macapá– Ap. Está regularmente matriculado na Escola Municipal Alegria da Criança, localizada no Município de Itaubal-AP, atualmente cursa o 3º ano do ensino fundamental de 9 anos.

2 - Relato do Caso

Rafael tem perdas auditivas e com isso o comprometimento da fala devido a não exploração da mesma, ou seja, não tem a expressividade da fala, porém, tem bom desenvolvimento cognitivo e motor.
O educando presenta um grande potencial de desenvolvimento da aprendizagem, tem habilidades na assimilação dos conteúdos curriculares e na área da informática, porém tem dificuldade na interação social. No ponto de vista familiar, o educando é acompanhado e estimulado no processo de aprendizagem escolar.

Aspectos
3- Características do Aluno
Afetividade
Não tem preferencias por amigos, se relaciona bem com o professor.
Socialização
Apresenta dificuldade na interação
Cognição
Tem facilidade em assimilar os conteúdos curriculares e bom raciocínio lógica matemático.
Linguagem
Apresenta uma comunicação limitada por não ter domínio da sua língua natural ( língua de sinais).
Família
É participativa e acredita no grande potencial do filho.

4- Tipo de Problema
Seus problemas estão relacionados à falta de práticas pedagógicas adequadas as suas necessidades, o que dificulta o desenvolvimento de seu potencial e aprendizagem.

5 - Plano de Unidade de Ensino trimestral – AEE de Libras
Objetivos Específicos
Conteúdos
Desenvolvimento Metodológico
Recursos Didáticos
Parceiros e colaboradores
Ampliar a acessibilidade de recursos didáticos e tecnológicos;
Desenvolver as habilidades linguísticas em LIBRAS.





Termos técnicos científico.















Levar o aluno a conhecer e até mesmo manusear os diversos recursos tecnológicos;
Comunicação escrita e diálogos em LIBRAS.
Articulação, expressão corporal e facial.

Utilização de recursos didáticos visuais como: alfabeto manual, figuras de sinais, vídeos livros calendários, portfólio entre outros; e tecnológicos: computador com software educativos, internet, celular entre outros.
Família, Interprete de Libras, professores e alunos da sala comum, coordenação pedagógica e demais funcionários da escola.



5.1 - Processos Avaliativos


Avaliação processual, relacionada ao desenvolvimento de expressões legulísticas (libras).
5.2 - Livro adotado para o aluno estudar


Livros com conteúdos acessíveis (com recursos visuais e que possam possibilitar o conhecimento da LIBRAS), de acordo com os conteúdos utilizados em sala comum.
5.3 - Bibliografia do professor


DAMÁZIO, Mirlene F. M. Atendimento Educacional Especializado: Pessoa com surdez. Curitiba: CROMOS, 2007
5.4 - Resultados esperados


Espera-se que o educando possa se comunicar com mais fluência através da Libras, bem como interação e socialização de conhecimentos com seus colegas, professores e familiares, conhecer e explorar os mais diversos recursos tecnológicos possíveis.


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Assinatura do Professor do AEE PS
Data:__/__/_____


domingo, 29 de junho de 2014


Relacionando O texto de Ítalo Calvino “modelo dos modelos” Com o AEE.

O texto de Ítalo Calvino “O modelo dos modelos”, nos remete uma reflexão do pensamento humano, de um ser que idealiza uma sociedade homogênea, padronizada, pois o mesmo ressalta no trecho que: “(...) primeiro, construir um modelo na mente, o mais perfeito, lógico, geométrico possível; segundo, verificar se tal modelo se adapta aos casos práticos observáveis na experiência; terceiro, proceder às correções necessárias para que modelo e realidade coincidam”.
Fazendo uma relação com o Atendimento Educacional Especializado (AEE), onde, cada ser possui suas especificidades, não se relacionado a um único ser ou modelo, onde no mesmo deve-se elaborar planos que venham a atender as necessidade do aluno de acordo com suas especificidades.
Portanto, não se deve organizar um plano padrão que venha atender todas as deficiências, e sim elaborar um plano que atenda as especificidades de cada educando, com objetivo de desenvolver suas habilidades e competências. De acordo com a Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva: O atendimento educacional especializado identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas (...).

Referencial

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília, 2008.

sábado, 24 de maio de 2014

Recursos e estratégias que possam apoiar o aluno com TGD.

Universidade Federal do Ceará
Módulo: TGD
Turma: T29a
Cursista: Francines Santos da Silva
Data:23/05/14

Recursos e estratégias que possam apoiar o aluno com TGD.

A comunicação é uma das práticas culturais mais significativas e fundamentais dos seres humanos. De acordo com Bez e Passarino (2009), (…) a CAA pode ser pensada como uma tecnologia que promove a inclusão social por meio do qual todos os sujeitos com ou sem deficiência podem se comunicar.
Partindo deste foco destaco como ampliação da comunicação a ROTINA DE AULA:

Varal de atividades
  • Público a que se destina: Alunos com Autismo nas séries iniciais.
  • Local de utilização: sala de aula, AEE, Biblioteca, laboratório de informática, (em todos os espaços onde o aluno realiza atividades).
O foco desta atividade está na ampliação das formas de comunicação, no comportamento e até mesmo na interação social do aluno.


  • Descrição da atividade
Em um varal o professor colocará com pregadores cartões com desenhos ou figuras, fotos ou objetos reais que mostram as diversas atividades que acontecerão ao longo do dia com seus devidos horários já pré estabelecidos. O professor pode ensinar o aluno a pegar o cartão, no varal, para mostrar o que deseja e/ou para trocar pelo que deseja, favorecendo ao aluno autonomia e interação.

Referencial:

Bez. Maria Rosangela. Linguagem e Comunicação. In: Curso de Atendimento Educacional Especializado.
BEZ, M. R. ; PASSERINO, L. M. Applying Alternative and Augmentative Communication to an inclusive group. In: WCCE 2009 - Education and Technology for a Better World Monday, 2009, Bento Gonçalves-RS. WCCE 2009 Proceedings - Education and Technology for a Better World Monday. Germany: IFIP WCCE, 2009. v. 1. p. 164-174. Traduzido. Aplicando a Comunicação Aumentativa e Alternativa numa turma inclusiva.



quarta-feira, 19 de março de 2014

Educação Escolar - Atendimento Educacional Especializado de Pessoas com Surdez.

Universidade Federal do Ceará - UFC
Curso de Formação Continuada de Professores para o AEE
Disciplina: Pessoas com Surdez
Cursista: Francines Santos da Silva
Turma: T29a
Data: 15/03/2014

Educação Escolar - Atendimento Educacional Especializado de Pessoas com Surdez.
Há muito tempo vem se traçando discussões a cerca das práticas educativas das Pessoas com Surdez, principalmente no que se refere aos entraves centrado nessa ou na quela língua, pois segundo Damázio (2010, p. 48),
[...] O problema da educação das pessoas com surdez não pode continuar sendo centrado nessa ou naquela língua, como ficou até agora, mas deve levar-nos a compreender que o foco do fracasso escolar não está só nessa questão, mas também na qualidade e na eficiência das práticas pedagógicas.
Dentre essas discussões não nos demos conta do grande potencial que essas pessoas trazem para sua formação, por falta de práticas adequadas e ambientes estimuladores que segundo DAMÁZIO (2010, p.48),
[...] os processos perceptivos, linguísticos e cognitivos das pessoas com surdez poderão ser estimulados e desenvolvidos, tornando-as sujeitos capazes, produtivos e constituídos de várias linguagens, com potencialidade para adquirir e desenvolver não somente os processos visuais-gestuais, mas também ler e escrever as línguas em seus entornos e, se desejar, também falar.
Vale ressaltar, que a pessoa com surdez têm potencialidades que devem ser estimuladas, través de prática pedagógica voltadas ao desenvolvimento das mesmas, com ambientes educacionais estimuladores e desafiadores das capacidades perceptivas e cognitivas, pois estamos nos referindo a uma educação de uma pessoa que pensa e produz.
Nesse contexto, em uma perspectiva inclusiva é necessário que o Atendimento Educacional Especializado para Pessoas com Surdez, estimule e desenvolva as potencialidades e habilidades desses educandos, proporcionando uma aprendizagem mais significativa a sua vida. Nessa perspectiva o AEE PS tem princípios pedagógicos que garantem o acesso às duas línguas obrigatórias para o atendimento do aluno com surdez, a libra e a língua portuguesa, a partir de uma organização didática e metodológica oferecendo infinitas possibilidades e promovendo o desenvolvimento humano e social. Damázio 2007, define que para os alunos com surdez a primeira língua é a Libras e a segunda é a Língua Portuguesa na modalidade escrita. Para que haja um entendimento das práticas pedagógicas na formação desses alunos, o trabalho do AEE PS, segundo Damázio 2005, envolve três momentos didático-pedagógicos, tais como: Atendimento Educacional Especializado EM LIBRAS; Atendimento Educacional Especializado para o ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA e o Atendimento Educacional Especializado para o ensino DE LIBRAS. Desta forma, a educação inclusiva é voltada para uma proposta heterogênea, considerando a especificidade de cada educando dentre suas capacidades, interesses e experiências pessoal.
REFERÊNCIA:
Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Fascículo 05: Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção, p. 46-57.
DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo; FERREIRA, Josimário de Paula. Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010. p. 46-57.