sábado, 26 de outubro de 2019

AVALIAÇÃO DO RENDIMENTO ESCOLAR DO ALUNO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL


TEXTO REFERENCIAL DA AVALIAÇÃO DO RENDIMENTO ESCOLAR NO ENSINO FUNDAMENTAL I, DO PÚBLICO ALVO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL.

Adaptação: Prof. Esp. Francines Silva[1]

Entende-se por educação especial a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência (aqueles que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual, mental ou sensorial), transtornos globais do desenvolvimento (aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se nessa definição alunos com autismo clássico, síndrome de Asperge, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância (psicoses) e transtornos invasivos sem outra especificação) e altas habilidades ou superdotação (aqueles que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas: intelectual, liderança, psicomotora, artes e criatividade).
Neste liame, para que a inclusão de fato ocorra, as escolas devem organizar o seu processo de avaliação do rendimento escolar do público alvo da educação especial, tendo em vista a (o):
Flexibilização Curricular: Caberá ao Professor de sala comum e do atendimento educacional especializado elaborar a flexibilização de currículo (currículo adaptado) adequando-o as possibilidades do aluno bem como a seleção dos métodos, estratégias e técnicas de ensino.
Adequações Curriculares: Para os alunos que apresentam um nível mais severo de comprometimento cognitivo, de comunicação e/ou de interação social, os conteúdos deverão ser alterados e/ou ampliados, de modo que estejam contextualizados ao nível cognitivo do aluno, ou seja, adequado ao seu nível de entendimento, a sua realidade social, que possibilite que o aluno caminhe por este currículo e atinja as metas traçadas para ele.
As adequações podem ser relativas aos Objetivos, aos Conteúdos, na Organização Didática, nas Metodologias de Ensino e nos Procedimentos de Avaliação. Tendo em vista que as metas traçadas para o ano/série é uma, e as metas traçadas para o aluno alcançar durante o ano letivo diferem totalmente e isso fará toda a diferença entre ser aprovado ou reprovado.
Serviço de Apoio Especializado: É necessário que o aluno realize Atendimento Educacional Especializado – AEE com profissionais especializados, e que a Escola também possa contar com Especialistas que orientem e deem suporte ao trabalho que o Professor estiver desenvolvendo.
Professores Capacitados: observando que não basta incluir os alunos com deficiência em uma sala de aula, se o Professor que conduzirá o trabalho não for preparado, capacitado, orientado a planejar e desenvolver o trabalho em questão.
Incluir é uma tarefa da Escola como um todo, no seu Projeto Político Pedagógico, nas suas adequações físicas e de mobiliário, na aquisição de recursos materiais, no oferecimento de Equipe de Especialistas, na criação de novas metodologias que atendam esses alunos, na seleção de instrumentos de avaliação, no estabelecimento de critérios de aprovação/reprovação, bem como na capacitação do Professor que trabalhará diretamente com esses alunos.
Avaliação: deve partir das metas anteriormente traçadas para que o aluno atinja. Haja vista que o Currículo foi Flexibilizado e Adequado com metas específicas para ele.
Os instrumentos para esta avaliação serão: Observação com base nos objetivos que foram traçados para o aluno, portfólios, análise da produção escolar, registros do professor em diferentes momentos da prática pedagógica e quaisquer outros instrumentos que possibilitem a verificação qualitativa dos progressos alcançados pelo aluno.
O Professor também deverá considerar todos os avanços alcançados durante este percurso no que se refere aos aspectos do desenvolvimento (biológico, emocional, comunicação, intelectual, motor, etc.), motivação, capacidade de atenção, novas estratégias que o aluno desenvolveu para solucionar e/ou superar determinados desafios, o nível de competência curricular (capacidades do aluno em relação aos conteúdos curriculares anteriores e a serem desenvolvidos).
Promoção ou Retenção: a escola adotará a avaliação processual que medirá não só o aprendizado, mas também o ensino e seus recursos metodológico a fim de alcançar os objetivos estabelecidos. A avaliação do processo ensino aprendizagem pautar-se-á na observação do desenvolvimento de habilidades e competências propostas para o aluno, possibilitando a demonstração do saber fazer, considerando a prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos.
Para cada etapa deste percurso o aluno terá um tempo e ritmo próprio, o qual não se enquadrará nos tempos pré-definidos, os quais chamamos de Bimestres e Anos/Séries. Para a aferição de nota para mensurar os progressos, esta nota refletirá a qualidade dos resultados alcançados e nunca a quantidade de conteúdos trabalhados.
É possível que no final do ano letivo o aluno tenha atingido as metas de apenas uma parte dos objetivos propostos para Ele, e que, portanto, deverá dar continuidade na sua caminhada para alcançar o restante. Isso poderá ser feito tanto no atual ano/série onde se encontra, quanto na próxima ano/série, porque ele sempre caminhará em relação a Ele próprio e nunca em relação a ano/série onde está matriculado.
Caso este aluno esteja em um modelo de progressão continuada o mesmo caminhará de um ano/série para outro conforme determinado neste modelo educativo.
Para os alunos que são aprovados baseados na aferição de notas, deve ser levado em consideração tudo o que foi traçado para ele. Desta forma, é possível que um aluno, caso não tenha atingido as metas estipuladas para Ele seja reprovado/retido.
A decisão sobre promoção ou retenção deve ser analisada profundamente e sejam pesados todos os dados, pois acima de tudo é necessário que haja o bom senso da escola e deve envolver o mesmo grupo responsável pela elaboração das adequações curriculares do aluno, bem como o consenso dos pais (observando o efeito emocional da promoção ou da retenção para o aluno e sua família).
Para efeito legal e comprobatório da promoção ou da retenção ao final de cada bimestre a avaliação será representada no 1° Ciclo por conceitos de N1 a N5 e para o 2° Ciclo expressas em notas, sendo atribuídos 25 pontos em cada bimestre. Ambos os casos, explicitamente, justificados em relatório/parecer considerando os objetivos e metas do currículo adaptado de cada criança.
Para que inclusão de fato ocorra é necessário o alinhamento entre os profissionais envolvidos, os objetivos e metas traçadas e recursos utilizados.

Referencial:
LDB 9394/96 – CAPITULO EDUCAÇÃO ESPECIAL
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12716&Itemid=863
http://www.sosprofessor.com.br/blog/alunos-especiais-podem-ser-reprovados/


[1] Licenciada em Pedagogia pela Universidade Estadual do Vale do Acaraú – UVA/2011; Pós-Graduada em Educação Especial: Atendimento Educacional Especializado - AEE pela Universidade Federal do Ceará – UFC/2013, Psicopedagogia pela Faculdade ATUAL/2018 e Gestão e Docência do Ensino Superior pela Faculdade FIAR/2019.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

PLANO PEDAGÓGICO

FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES  EM
TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO ACESSÍVEIS

ESTUDO DE CASO E PLANO DE AÇÃO PEDAGÓGICA

Estudo De Caso
Cursista: Francines Santos da Silva
Data: 16/09/2014
Proposição de um Caso de PS
Caso Rafael Santos

Proposição De Caso De Ps

A. Informações Referentes O Aluno:
Rafael tem 09 anos de idade, é natural do Município de Macapá– Ap. Estuda no 3º ano, da escola Municipal Alegria da Criança. De acordo com laudo expedido pelo Hospital das Clinicas Dr. Alberto Lima, apresenta deficit auditivo Bilateral associado a limitações na fala, distúrbio de origem conjunta CDI : H90. 3. Como já citado, Rafael tem perdas auditivas e com isso o comprometimento da fala devido a não exploração da mesma, ou seja, não tem a expressividade da fala; tem bom desenvolvimento cognitivo e motor.

B. Informações Coletados Sobre O Aluno:
Rafael é um aluno calmo e não tem preferencias por atividades e brincadeiras, as atividades as quais o aluno tem dificuldades são de leitura (o que envolve a fala), tem um bom raciocínio lógico matemático, habilidades na área da informática. O aluno é capaz de expressar sem timidez suas necessidades e interesses, através de sons e gestos. Tem timidez no relacionamento com seus colegas de classe, porém, se relaciona bem com seu professor.

C. Informações Coletadas Sobre A Escola:
Rafael participa de todas as atividades desenvolvidas na escola. No que se refere as atividades proposta pela turma, o aluno desenvolve atividades simples sem dificuldades. O mesmo tem dificuldades em atividades de leitura (o que envolve a fala), e as atividades as quais o aluno possui dificuldades são realizadas com auxilio do professor. Na escola o aluno tem dificuldade em comunicar-se através da libra, por falta de conhecimento tanto dos funcionários da escola quanto dos alunos (colegas).
O aluno é atendida no AEE em horário inverso da sala comum, em dois dias semanais, durante duas horas de tempo de atendimento. Sendo que os conteúdos trabalhados no mesmo são de acordo com as necessidades do aluno e alfabetização em Libras, sendo elaborado um plano conjunto com o professor de sala comum e do AEE. Na SRM são disponibilizado recursos e materiais didático-pedagógicos, tais como: Jogos diversificados em Libras (raciocínio lógico, quebra-cabeças com figuras, sequencia lógica de cores e formas, dominós, jogos de encaixes, entre outros), computador e software educativo ( alfabeto, jogos, vídeo, desenho e formação de palavras) e materiais didáticos (tesoura, cola, papel, massa de modelar, balão, tinta guache, entre outros). Nas relações sociais, Rafael é calmo, porém interativo. Na afetividade, é repeitador e carinhoso com seus colegas de turma, professor e demais alunos e profissionais da escola. Na cognição, o aluno apresenta facilidade em raciocínio lógico matemático, facilidade de assimilação dos conteúdos curriculares e .
Portanto, no Atendimento Educacional Especializado (AEE), o aluno é assíduo, e tem grande interesse por jogos, ao qual apresenta habilidades para vencer, Rafael possui grande potencial no que se refere as atividades propostas, interesse por jogos, entre outras dinâmicas pedagógicas relacionadas a informática. Infelizmente a escola não dispõem de recursos especializados (comunicação alternativa) para atender as necessidades do aluno.

D. Informações Coletadas Da/Sobre A Família:

No que se refere ao aprendizado do filho procuram ajudá-lo no que podem, são frequentes e participativos nas ações da escola. Reconhecem o grande interesse e habilidade do filho. Por isso, se esforçam para estimular o aprendizado do mesmo, e procuram atendê-lo dentro de suas possibilidades. Porém, a família tem grande dificuldades de se comunicar com o filho através da libra, por não ter domínio da mesma, e pelo convívio sabem o que o mesmo quer através de sons e gestos.













PLANO DE AÇÃO PEDAGÓGICA
Atendimento Educacional Especializado - AEE
PLANO DE AEE - ÁREA Pessoa com Surdez

Escola: Escola Municipal Alegria da Criança
Professor do ensino regular: Maria dos Reis
Professor do AEE: Francines Silva
Nome do aluno: Rafael Santos
Idade: 09 anos
Série: 3º ano
Turma: 412 Turno: 2º

Organização do atendimento:
  • Período de atendimento: Setembro à Novembro
  • Frequência: 2 dias semanais
  • Tempo de atendimento: 2 horas por atendimento
  • Composição do atendimento: Individualizado


1 - Identificação do Aluno


Rafael tem 09 anos de idade, é natural do Município de Macapá– Ap. Está regularmente matriculado na Escola Municipal Alegria da Criança, localizada no Município de Itaubal-AP, atualmente cursa o 3º ano do ensino fundamental de 9 anos.

2 - Relato do Caso

Rafael tem perdas auditivas e com isso o comprometimento da fala devido a não exploração da mesma, ou seja, não tem a expressividade da fala, porém, tem bom desenvolvimento cognitivo e motor.
O educando presenta um grande potencial de desenvolvimento da aprendizagem, tem habilidades na assimilação dos conteúdos curriculares e na área da informática, porém tem dificuldade na interação social. No ponto de vista familiar, o educando é acompanhado e estimulado no processo de aprendizagem escolar.

Aspectos
3- Características do Aluno
Afetividade
Não tem preferencias por amigos, se relaciona bem com o professor.
Socialização
Apresenta dificuldade na interação
Cognição
Tem facilidade em assimilar os conteúdos curriculares e bom raciocínio lógica matemático.
Linguagem
Apresenta uma comunicação limitada por não ter domínio da sua língua natural ( língua de sinais).
Família
É participativa e acredita no grande potencial do filho.

4- Tipo de Problema
Seus problemas estão relacionados à falta de práticas pedagógicas adequadas as suas necessidades, o que dificulta o desenvolvimento de seu potencial e aprendizagem.

5 - Plano de Unidade de Ensino trimestral – AEE de Libras
Objetivos Específicos
Conteúdos
Desenvolvimento Metodológico
Recursos Didáticos
Parceiros e colaboradores
Ampliar a acessibilidade de recursos didáticos e tecnológicos;
Desenvolver as habilidades linguísticas em LIBRAS.





Termos técnicos científico.















Levar o aluno a conhecer e até mesmo manusear os diversos recursos tecnológicos;
Comunicação escrita e diálogos em LIBRAS.
Articulação, expressão corporal e facial.

Utilização de recursos didáticos visuais como: alfabeto manual, figuras de sinais, vídeos livros calendários, portfólio entre outros; e tecnológicos: computador com software educativos, internet, celular entre outros.
Família, Interprete de Libras, professores e alunos da sala comum, coordenação pedagógica e demais funcionários da escola.



5.1 - Processos Avaliativos


Avaliação processual, relacionada ao desenvolvimento de expressões legulísticas (libras).
5.2 - Livro adotado para o aluno estudar


Livros com conteúdos acessíveis (com recursos visuais e que possam possibilitar o conhecimento da LIBRAS), de acordo com os conteúdos utilizados em sala comum.
5.3 - Bibliografia do professor


DAMÁZIO, Mirlene F. M. Atendimento Educacional Especializado: Pessoa com surdez. Curitiba: CROMOS, 2007
5.4 - Resultados esperados


Espera-se que o educando possa se comunicar com mais fluência através da Libras, bem como interação e socialização de conhecimentos com seus colegas, professores e familiares, conhecer e explorar os mais diversos recursos tecnológicos possíveis.


_____________________________
Assinatura do Professor do AEE PS
Data:__/__/_____


domingo, 29 de junho de 2014


Relacionando O texto de Ítalo Calvino “modelo dos modelos” Com o AEE.

O texto de Ítalo Calvino “O modelo dos modelos”, nos remete uma reflexão do pensamento humano, de um ser que idealiza uma sociedade homogênea, padronizada, pois o mesmo ressalta no trecho que: “(...) primeiro, construir um modelo na mente, o mais perfeito, lógico, geométrico possível; segundo, verificar se tal modelo se adapta aos casos práticos observáveis na experiência; terceiro, proceder às correções necessárias para que modelo e realidade coincidam”.
Fazendo uma relação com o Atendimento Educacional Especializado (AEE), onde, cada ser possui suas especificidades, não se relacionado a um único ser ou modelo, onde no mesmo deve-se elaborar planos que venham a atender as necessidade do aluno de acordo com suas especificidades.
Portanto, não se deve organizar um plano padrão que venha atender todas as deficiências, e sim elaborar um plano que atenda as especificidades de cada educando, com objetivo de desenvolver suas habilidades e competências. De acordo com a Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva: O atendimento educacional especializado identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas (...).

Referencial

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília, 2008.

sábado, 24 de maio de 2014

Recursos e estratégias que possam apoiar o aluno com TGD.

Universidade Federal do Ceará
Módulo: TGD
Turma: T29a
Cursista: Francines Santos da Silva
Data:23/05/14

Recursos e estratégias que possam apoiar o aluno com TGD.

A comunicação é uma das práticas culturais mais significativas e fundamentais dos seres humanos. De acordo com Bez e Passarino (2009), (…) a CAA pode ser pensada como uma tecnologia que promove a inclusão social por meio do qual todos os sujeitos com ou sem deficiência podem se comunicar.
Partindo deste foco destaco como ampliação da comunicação a ROTINA DE AULA:

Varal de atividades
  • Público a que se destina: Alunos com Autismo nas séries iniciais.
  • Local de utilização: sala de aula, AEE, Biblioteca, laboratório de informática, (em todos os espaços onde o aluno realiza atividades).
O foco desta atividade está na ampliação das formas de comunicação, no comportamento e até mesmo na interação social do aluno.


  • Descrição da atividade
Em um varal o professor colocará com pregadores cartões com desenhos ou figuras, fotos ou objetos reais que mostram as diversas atividades que acontecerão ao longo do dia com seus devidos horários já pré estabelecidos. O professor pode ensinar o aluno a pegar o cartão, no varal, para mostrar o que deseja e/ou para trocar pelo que deseja, favorecendo ao aluno autonomia e interação.

Referencial:

Bez. Maria Rosangela. Linguagem e Comunicação. In: Curso de Atendimento Educacional Especializado.
BEZ, M. R. ; PASSERINO, L. M. Applying Alternative and Augmentative Communication to an inclusive group. In: WCCE 2009 - Education and Technology for a Better World Monday, 2009, Bento Gonçalves-RS. WCCE 2009 Proceedings - Education and Technology for a Better World Monday. Germany: IFIP WCCE, 2009. v. 1. p. 164-174. Traduzido. Aplicando a Comunicação Aumentativa e Alternativa numa turma inclusiva.



quarta-feira, 19 de março de 2014

Educação Escolar - Atendimento Educacional Especializado de Pessoas com Surdez.

Universidade Federal do Ceará - UFC
Curso de Formação Continuada de Professores para o AEE
Disciplina: Pessoas com Surdez
Cursista: Francines Santos da Silva
Turma: T29a
Data: 15/03/2014

Educação Escolar - Atendimento Educacional Especializado de Pessoas com Surdez.
Há muito tempo vem se traçando discussões a cerca das práticas educativas das Pessoas com Surdez, principalmente no que se refere aos entraves centrado nessa ou na quela língua, pois segundo Damázio (2010, p. 48),
[...] O problema da educação das pessoas com surdez não pode continuar sendo centrado nessa ou naquela língua, como ficou até agora, mas deve levar-nos a compreender que o foco do fracasso escolar não está só nessa questão, mas também na qualidade e na eficiência das práticas pedagógicas.
Dentre essas discussões não nos demos conta do grande potencial que essas pessoas trazem para sua formação, por falta de práticas adequadas e ambientes estimuladores que segundo DAMÁZIO (2010, p.48),
[...] os processos perceptivos, linguísticos e cognitivos das pessoas com surdez poderão ser estimulados e desenvolvidos, tornando-as sujeitos capazes, produtivos e constituídos de várias linguagens, com potencialidade para adquirir e desenvolver não somente os processos visuais-gestuais, mas também ler e escrever as línguas em seus entornos e, se desejar, também falar.
Vale ressaltar, que a pessoa com surdez têm potencialidades que devem ser estimuladas, través de prática pedagógica voltadas ao desenvolvimento das mesmas, com ambientes educacionais estimuladores e desafiadores das capacidades perceptivas e cognitivas, pois estamos nos referindo a uma educação de uma pessoa que pensa e produz.
Nesse contexto, em uma perspectiva inclusiva é necessário que o Atendimento Educacional Especializado para Pessoas com Surdez, estimule e desenvolva as potencialidades e habilidades desses educandos, proporcionando uma aprendizagem mais significativa a sua vida. Nessa perspectiva o AEE PS tem princípios pedagógicos que garantem o acesso às duas línguas obrigatórias para o atendimento do aluno com surdez, a libra e a língua portuguesa, a partir de uma organização didática e metodológica oferecendo infinitas possibilidades e promovendo o desenvolvimento humano e social. Damázio 2007, define que para os alunos com surdez a primeira língua é a Libras e a segunda é a Língua Portuguesa na modalidade escrita. Para que haja um entendimento das práticas pedagógicas na formação desses alunos, o trabalho do AEE PS, segundo Damázio 2005, envolve três momentos didático-pedagógicos, tais como: Atendimento Educacional Especializado EM LIBRAS; Atendimento Educacional Especializado para o ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA e o Atendimento Educacional Especializado para o ensino DE LIBRAS. Desta forma, a educação inclusiva é voltada para uma proposta heterogênea, considerando a especificidade de cada educando dentre suas capacidades, interesses e experiências pessoal.
REFERÊNCIA:
Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Fascículo 05: Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção, p. 46-57.
DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo; FERREIRA, Josimário de Paula. Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010. p. 46-57.




domingo, 1 de dezembro de 2013

DESCRIÇÃO & AUDIODESCRIÇÃO

Módulo: Deficiência Visual - DV
Cursista: Francines Santos da Silva
Turma: T29a                  
Data: 30/11/13

 Descrição e Audiodescrição

Entendi-se como audiodescrição, uma atividade transmitida através da linguagem, uma modalidade de tradução do visual para o verbal, promovendo maiores possibilidades de acesso as informações aos DVs, contribuindo para a inclusão social, entre outros. segundo Motta & Filho, que definem a audiodescrição como:
[...] um recurso de acessibilidade que amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em eventos culturais, gravados ou ao vivo, como: peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas, desfiles e espetáculos de dança; eventos turísticos, esportivos, pedagógicos e científicos tais como aulas, seminários, congressos, palestras, feiras e outros, por meio de informação sonora. (MOTTA & FILLHO, 2010, p. 7)

Portanto, fiz algumas buscas de videos de audiodescrição em um site sugerido por um colega de curso, no qual achei super interessante e bastante didático-pedagógico, e logo me interessei pelo vídeo: JULIETA DE BICICLETA, baseado no livro homônimo de Liana Leão. Onde descreve que "Julieta é uma menina certinha, que gosta de tudo no seu devido lugar(...)" Este vídeo pode ser associado a diversas áreas do conhecimento.
Convido aos colegas a acessarem a site indicado.
REFERÊNCIA:


MOTTA, Lívia Maria Villela de Mello; FILHO, Paulo Romeu (Org.). Audiodescrição: transformando imagens em palavras. São Paulo: Secretaria do Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência, 2010. Disponível na opção LIVROS do site:www.vercompalavras.com.br